domingo, 7 de setembro de 2008

Olha, está vermelho.
Vou falar, espera, estou cheirando seu cheiro que me inspira e que inspiro.
Fique quieta, não me interrompa, agora é minha vez.
Quero que você saiba que não preciso de um coração pra amar, sou todo um.
Desde o momento que te vi, cujo noturno acendia meus olhos, eu amava sem parar, eu queria sem parar, eu vivia sem parar e me tornei eterno.
Agora, não espere que eu vá, eu não vou. Não espere que meus erros voltem a surgir, não voltam, não creia que sou como todos os outros, me reconfigurei, tipo monomotor, exclusivo só seu.
Quando olho pros teus olhos e tua boca diz, me surpreendo. Você teima ser pacífica até na voz... Mas é também guerra – minha santa guerra – em nome de deus (eros) na intenção de fazer-nos eternos.
Agora, somos o que engendramos em nós, pau, pedra, construção, sonho – mas o meu segredo é que prefiro você realidade, não conte pra ninguém. Ta?
Já chorei muito por você também já fiz você chorar, não precisa nem olhar pra lá, eu não vou embora.
Quando toco sua pele, quando toco o céu, estes dois toques são congruentes, magnitude sua, de me fazer tão grande, quando nasci tão ralé.
Ontem pedi pro rapaz tirar o tapete do chão, não há mais necessidade de algo abaixo de mim onde caia minhas lágrimas.
Ontem pedi pro rapaz polir o colchão que formos dormir, me esnobou acredita? Disse que não se pulem colchões, eu estranhei, mas me lembrei da nuvem, da nossa nuvem, que vamos administrar no sonho noturno, juntos, de corpos colados, abraçados e de conchinha.
Abaixo a Califórnia e os desertos ilhados por um pacífico turvo, diz Caetano.
Acima a gente, digo Eu... Acima, minha guria, Acima...
Olhai, o sinal ficou verde, pedestramente atravessemos, vamos... dê-me a mão
.

2 comentários:

Anônimo disse...

Mesmo? :*

Marília Rodrigues disse...

Isso me enche de orgulho!!!
E só eu sei o motivo!