quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Um sonho.

Andava pela praia, estava nublado, era cedo e o pé não encaixava na areia.
Via-se as ondas quebrarem no acorde mais bonito - sol. As águas vinham, transpassavam a pele, não molhava, tocavam os ossos, arrepiava-o.
Os passos curtos à beira-mar, os pés intactos, não sujavam-se, à areia dava-se graças por não sujarem-no.
Havia você, haviam águias e gaivotas, e agora há impossibilidade de aplicar por interjeição os barulhos dos animais e do coração, mas tão felizes; os animais e o coração.
Eras linda, como sempre fostes, como és e sempre serias. Estavas nua, sem pudor e nua. Ah! Excitação da Alma. Os braços dele não eram fortes, não conseguia te pegar no colo, mas te jogava na areia e eram eternos.
O rapaz acordava sempre, trabalhava, andava no asfalto e se sujava. Na volta pra casa se banhava, comia, chorava e bebia. Depois dormiria novamente afim de que se eternizasse todo sonho que sonhasse.

4 comentários:

Anônimo disse...

Eu gostei muito.

Ass. Sara.

Ciciliatti S. disse...

Nao me gosto quando nua.
Só sendo homem pra entender o tesão que causa.

Praia nublada..
Isso deve ser lindo.

Joana disse...

Poetico~
Parece de fato um sonho~

Anônimo disse...

Gostei de tudo! Em Floripa em boa companhia melhor ainda.
Beijos,
Ana