sábado, 4 de outubro de 2008

Moça.

Difícil é entender quem não há, haver.
Faz tempo que não sei o quê me dilacera com tanta facilidade que só sinto em mim coração e cabeça, o resto se esvaiu, vai ver é alguma partícula poluidora que respiras por aí.
Meu Deus, quanta fragilidade; seria hora de jesusinho agir pra evitar transtornos piores, não? Não.
Transpassaram-me feito lança em pulmões dos quais jorraram água, mas meu corpo conteve lágrimas, já secaram e agora não há o porvir, nem o que sorrir, nem o que gozar.
Lembro-me do beijo, do queijo e da tua idéia. Sua presença me negaceia e penso em cair em tentação, mas não.
Não tive o beijo, tens o queijo, meu desejo, minha ternura, meu sexo, minha virtude, minha aspiração, meu sonho e o que cresce "amor".
Mas por que tantos deslizes acusam-me de infidelidade? É só o medo de que sejas demais pro que sou de menos, mas até que se passe, eu fico. Porque te amo, com afinco e diversão. Logo, me regenero.

Um comentário:

Marília Rodrigues disse...

Quando era pequena, um passarinho veio à minha janela e piou baixinho no meu ouvido "Serás a menina dos olhos do moço que está longe, mas sempre esteve perto..."
Agora sei o que é isso!