quinta-feira, 8 de julho de 2010

Álcool.

Tenho no coração poças d’água sujas de lama. Tenho afazeres que não dou trela, não há nada que vá me tirar da função de vagabundo por se fazer necessário. Você pode ter na vida amigos, mulheres, sexo, música, adorações e inteligência. Mas nada disso faz sentido, porque na verdade, a felicidade superficial lhe deixa à beira do abismo. É como o amor, se você ama, sabe-se que logo cairá tragicamente hora ou outra. Se você sabe que as coisas que te fazem feliz hoje e amanhã lhe deixarão sob tortura pragmática, pra que se arrisca? Sentar e esperar, a punheta, a cerveja e os olhos. Os olhos filmando aquilo que você porá em pratica num futuro distante. Se escreveres seu roteiro à espera de sucesso, faça besteira. Eu jamais vi um grande homem de sucesso fazendo somente o bem.
Os humanos têm se mantido práticos, levantar às oito – hora que durmo – ir ao trabalho – coisa que não faço – se masturbarem no banheiro do escritório – tragicômico – e por fim chegar em casa com a mulher esperando pro jantar que já deixou de ser romântico há muito. Você não sabe ao certo se a vida é um processo de adoção, se Deus te deu o dom ou o diabo que te reanima pra mais tarde rir da sua cara. Se a cerveja tem esse gosto de calmaria pra te pôr de volta à realidade. A realidade é crua e óbvia: uma merda. Por fim, o álcool é a anestesia porque a vida é um processo dolorido.

3 comentários:

Pearl disse...

medroso.

eu disse que adorei o layout novo? ficou bom

Curiosa disse...

Foi feito para mim?
Bem, serviu direitinho ..
Até me reanimou!

inté

Frida fedida disse...

Ficou muito bom mesmo!