quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mulheres.

Um sol frio.
Assim como hoje, ela me parece.
Conversávamos sobre tudo,
Agora sobre mais ainda.
Ela é muito inteligente,
Sinto falta do conhaque
Quando meus pulmões estão assim.
Uma febre forte,
Quatro dias.
“deve ser paixão”
Passo o quinto fervendo,
Ela diz que sonhou
Dormindo no meu colo.
Eu sem casaco, frio,
Havia sido filantropo.
Mulher é um bicho ruim,
Ela sabe,
Mulheres são como deuses,
A obrigação delas é amar-nos,
A nossa é adorá-las.

3 comentários:

Anônimo disse...

"deve ser paixão"
quem sou eu pra discordar.
queria ter essa facilidade,não digo facilidade para escrever contos e sim pra me apaixonar tão facilmente...

Anônimo disse...

isso não é um conto, é um poema.

Aline Patrícia disse...

Eu reclamo do sol, mas quando ele esfria, reclamo mais ainda, o calor já me é vital à pele.

"Sua alma, sua palma" - sempre ouvi que recebemos do outro o que ofertamos, mas agora vc vem e diz que nós (mulheres) amamos com intensidade divina e recebemos em troca adoração? Assim, a palo seco, existem coisas que jamais admitiríamos, não conscientemente, como a necessidade dessa adoração, algo que nem sempre se dá como diferenciação, por vezes é choque: a receptividade de uns versus a (aparente) inacessibilidade de outros.
É caminho tentar submergir a vida num mar de outras coisas, de conhaque, por exemplo, de paixão improvável que incomoda o orgulho feminino, mas aqui tem uma consciência chata que me faz perguntar sempre: "a que preço?"
A única diferença entre o veneno e o remédio é a dose - disse certa vez meu professor de teoria literária, por aplicabilidade, só muito tempo depois percebi que ele tinha razão.