domingo, 5 de abril de 2009

Talvez.

Talvez não fosse como eu pensava, na vida havia acusações ainda mais amplas que as das mulheres.
Não havia felicidade concisa, porque precisava de mais amor, amor era uma coisa consumista, não queria me consumir de forma que meu "eu" pudesse virar um descontrole ainda mais descontrolado do que ja era.
Havia sexo, cigarros, álcool e trabalho, isso já desenfreava o controle do ego, buscava nos alter-egos uma razão social, mas em mim, aqui, tudo soava diferente, todas as formas de poder, todas as formas de contato humano, todo meu respeito, todo meu nome ressoava como nome fantasia. Era eu de fato uma farsa, um Jim de Woody Allen em adultérios, ao menos havia algo de bom, não era nada coerente e Woody diria: Coerência habita mentes fracas! Tinha razão.
Preferia não amar, seria só mais um motivo pra perda do resto da habilidade de viver que eu tinha, que tivera, que tivesse talvez, talvez não.
Desistia com precisão da maioria das coisas de minha vida, sabia que a decisão de não amar pudesse ruir em questão de tempo. Enquanto dizia Jobim que era necessário amar pra viver, continuava eu na duvida de qual amor deveria absorver - por mim ou o romântico?
Era necessário tê-lo pra viver de fato.
Talvez vivesse, talvez morresse sem viver. Talvez tivesse, talvez mendigasse, talvez sim, talvez não!

4 comentários:

Angélica Maria disse...

Olha, Dindí, fica, Dindí
E as águas desse rio
Onde vão, eu não sei
A minha vida inteira, esperei, esperei por vo...cê, Dindí
Que é a coisa mais linda que existe
É, você não existe, Dindí

Moreninha disse...

"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
Clarice Lispector

(lendo seu texto, lembrei das palavras de C. Lispector)

Ingrid disse...

"continuava eu na duvida de qual amor deveria absorver - por mim ou o romântico?"

Por você sempre!
Até pq só se é capaz de amar outro quando já sabemos nos amar. ;)

E olha...eu também sou chamada de Dindí^^...tudo bem que meu nome da para ter esse apelido...O seu...bem deve ser piada interna rss

ALiNE PATRíCIA disse...

Talvez...
Que nenhum "talvez" nos prenda às possibilidades e nos impeçam de viver pois se pararmos pra pensar nada na vida é certeza: "em mim, aqui, tudo soava diferente, todas as formas de poder, todas as formas de contato humano, todo meu respeito, todo meu nome ressoava como nome fantasia".
Todos representamos papéis, magnificos atores que somos de um espetáculo do qual nem sabemos o roteiro! Seria incoerente a existencia de coerencia nas relações humanas, uma vez que nós mesmos nos conhecemos, mas nos construimos em nossas vivências.