quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Bebado, cheers e malditas.

Pois é, tenho meus defeitos, minhas qualidades e ninguem alem de mim, aceita-os
completamente. Eu gosto da pinga com mel antes da cerveja e do conhaque
durante. Eu gosto de mulheres loucas e aquelas que não fazem questão de ser.
Tenho anunciado avidamente o meu amor pela literatura e a literatura como forma
de protesto, mas alguns poucos, quase ninguém, acredita na possibilidade da
coisa. Manias infundadas de falar palavrão até a borda do rabo virar um
alfabeto vândalo. Não me importo em viver sem sexo, mas me importo em viver sem
bebida, mas eu amo sexo quando tenho a oportunidade, mas não o idolatro quando
distante. E veja você, tenho duas bolas e um pau, que já deram conta, se
marcar, até de uma de suas mães.
Agora não me venha com mania idiota de me taxar de maluco, retardado ou tolo. Não sou seu
rótulo abusivo de virtudes derrotadas, não me compare à sua vida, porque pra
mim, ainda que no chão de um bar, minha virtude é vitoriosa. Não se iluda com
os preceitos de amor e morte que prego em meus textos, muito menos se iluda com
as trepadas vis que tenho às vezes, porque pra mim, elas parecem muito mais
odiosas, na hora, que depois. E se você um dia fez parte de uma trepada minha,
daquelas mecânicas, em que não te ofereci mais que a terceira vez, sinta-se
idiotamente rebaixada, mulher. Porque se me julgas o magistral dos bêbados sujos,
fostes desprezada por mim.
E eu estou aqui, na minha cama, ansioso por um gole de conhaque, te dou mais alguns
minutos pra bater à minha porta e me gratificar com isso. Mas, como sou sempre,
realista demais, a porta vai continuar fechada e não haverá batida. O telefone
não tocará mais com um de seus números e eu vou ficar feliz assim, por me
evitar, complacente, com a tua ausência taciturna. Assim sendo, abro eu mesmo
meu conhaque, sirvo-me a mim e brindo à tua maldita existência. CHEERS, malditas.

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