quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sem mim.

Eu não tinha escolha,
tinha que sobressair,
de alguns homens do local,
eu era o mais pervertido e o mais feio.
Ofereci um conhaque,
dois cigarros,
uma moeda pro jukebox.
Aceitou-os prontamente.
Tinha pele branca.
Cabelos negros.
Olhos castanhos.
Um corpo bonito,
peitos pequenos,
bunda arrebitada,
eu imaginava minha mão em sua cintura.
E foi assim.
Depois de tudo que dei,
depois de tudo que ela quis,
eu dei.
E me maltratou,
foi-se embora.

Não com algum homem,

mas sem mim.

2 comentários:

Mumu Silva disse...

Lindo... Sentimentos a flor da pele mas sem drama, sem lamentos e choramingos... Perfeito em estrutura e emoção! Lindo!

Mumu Silva
www.obenedito.com

Jana Andrade disse...

*.*