terça-feira, 1 de março de 2011

Alquimia de merda.

Estava em pé, na porta do bar, cigarro na mão e um aroma de café que se fosse com conhaque seria ótimo. E eu não sabia o que pensar, estava entre o ser e não ser, atuar ou não, fingir ou não, mas eu sempre fingia. A vida pode passar facilmente entre os dedos ou impregnar no cheiro de cigarro pra que você possa se lembrar dela. A vida pode descer dura feito merda que arromba o teu rabo ou pode passar despercebida como o conhaque que embica em goles com a cerveja pra quebrar a deficiência entre uma bebida e outra – de qualquer forma há de sentires o gosto e a dor da vida. Ou você pode simplesmente acabar na porta do bar, com cigarro na mão, sentindo aroma do café que seria maravilhoso com o conhaque e fingir, fingir a fim de alcançar à perfeição. Se tiveres uma ou duas mulheres, se não tiveres acaba no mesmo lugar, algumas vezes ajoelhado, implorando pra que seja rápido, querendo foder com Max Weber pra ele sentir a real necessidade de uma rola no cu quando se inibe a inteligência de alguém pela burocracia. Não se pode sustentar a inteligência das pessoas com pequenos goles de água e miolos de pão. É necessário muito ardor, muita febre, muita necessidade, muitos caminhos, muitas declarações bizarras, muitos pensamentos pervertidos, muita desunião, muita sinceridade, falta de amigos e o inferno pra se chegar à liberdade. A única igualdade entre beber e sonhar é que se, por algum acaso, queres chegar a algum lugar real, é necessário que se limite, nas duas coisas. Às vezes o excesso de álcool não faz tão mal quanto o excesso de sonhos, mas, ainda assim, controle-se. Não seja monomaníaco, não se confranja com todas as ideologias absurdas que há de encontrar pela frente. Absorva um pouco de cada uma. Não se esquece de que lutar contra ideológicos é mais complicado que lutar contra criminosos, não esteja atento a tudo que está à sua volta, às vezes, diante da surpresa, seu cérebro pensa melhor condizendo ideias. E caminhe, ainda que sem direção... Não pare em pé, na porta do bar com cigarro na mão e um aroma de café que se fosse com conhaque seria ótimo. E não finja sempre. Não sempre...

Um comentário:

Olivia disse...

Seu eu já estou orgulhosa...imagine o BuK...