sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Todo errado.

E de tanto procurar encontrou o mais difícil do mundo; que não podia ter por mais de alguns minutos em alguns dias doloridos.
E tentava achar a sorte em alguma coisa que de nada abria-se ao temor do azar.
E abria seu leque, e procurava um desenho, tentava achar o futuro, uma paisagem de Goethe, um livro de Wagner e uma musica de Modigliani; mas o leque era branco.
E pensava consigo: Poderia ter ido contigo, meu bem. Estourar as bolhas de teus pés, navegar no mesmo barco que as águas te emergem, submergir no teu quarto à meia-noite e ter o teu cheiro na amplitude do meu sexo e fazê-lo, tê-lo, gozá-lo sem deixar escapar um momento do nosso prazer.
Daí veio, e procurava nos milhos uma chance de voar como pombos e de nada havia senão uma merda cada vez mais fedida e hostilizava a Deus como se fosse de tudo culpado, e era.
Não achava a razão dos teus sentidos, era burro, tornara-se burro, fora-se de fato um idiota nonsense, e agora, mais do que qualquer torturado, estava sob tortura da própria razão e a cada minuto que a razão dizia o nome dela, agora era anônimo e ela era a mesma, com o mesmo nome, andando por onde ninguém sabe, ninguém soube ou saberá. Nem ela.

2 comentários:

Bárbara disse...
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Teófilo disse...
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