sábado, 30 de outubro de 2010

Luz, sombra e Mahler.

Embora a vida me limitasse costumava a atingir outros níveis de radicalismo. Às vezes o extremo não passa da esquina. Você pode passar a vida rindo, voando, amando, sorrindo, bebendo, fodendo, querendo, ganhando... ...mas jamais vai tirar aquele vazio que te faz suicida. Porque se há alguma coisa que cabe na vida é a morte. E cabe muito bem, é tão perfeito o encaixe que não há um sem o outro. Mas há muitas coisas piores que a morte, não é, Bukowski? Vícios, mulheres independentes, cervejas quentes e uma porção de frango à passarinho sem alho.
Desferir mentira é tão congratulante quanto a conquista. Uma mulher bem dominada por uma porção de palavras é como se fosse serva. Você um deus. Um Baal, sua arte é ressurgida a cada novo encontro. A cada sorriso diferente. Ser homem só não deve ser melhor que ser o dedo médio de uma mulher; o toque e a garantia de um orgasmo. O que nem sempre estás disposto a dar.
Conhaque, vinho, cerveja e essa mente não para de martelar o futuro. Alguns livros, o Retorno dos heróis de Whitman fazendo com que cada vez eu o ache a bicha mais foda de todos os tempos. E não que seja preconceito, mas as bichas, em sua maioria, se resumem em reclamar, se você é uma, se recolha na sua acepção, és humano, e sabes muito bem que não tens valor algum, como qualquer outro ser humano. Nasce, caga e morre e vai feder no inferno. E essa quinta do Mahler, hein? Faz esse vinho e esse conhaque arderem feito fogo. Arroubo de paixão!

Um comentário:

Benedito João disse...

Gosto do clima que beira a decadência dos seus textos. Coisas simples como um frango sem alho são realmente a chave q abrem as portas da irritação!

Nascer, cagar e morrer... Todos fadados a isso!

Tava na hora de voltar mesmo....