quarta-feira, 27 de maio de 2009

Se!

Eu não sou a busca sua incessante de amor premeditado, sou o que não se premedita.
E que se estava dentro da minha alma a sede por você, saiba que agora está fora.
Buscava-te enfim nas latas de alumínio, nas cevadas inconstantes, nas drogas malfeitoras, no mundo que não cabes!
E se fosse pra dizer, diria: Eu quero, quero sem limites!
Mas eu nunca dizia, precisava passar por cima dos meus instantes de homem duro, quebrar meu coração que era de pedra e dizer-te tudo que eu sentia, eu não dizia porque tinha medo e a restauração do meu eu era questão de tempo, questionar o tempo tambem era uma causa muito justa, eu não poderia levar ao céu algo que não precisava ser divino, eu sabia que a nossa busca era desenfreadamente rude e hostil e que se você fosse novamente embora eu não sei o que seria de ti, o que faria por ti e mataria-me juntamente a física ida, dá tua mão, olha pra mim: Foda-se diria eu!, pra manter-me macho dentro da idéia de ter medo de fazer de novo o que foi feito.
E se você viesse eu diria: Eu te amo! Te veria lacrimejar, eu sei das tuas necessidades e das minhas, se fores de novo, e se fores somente, se fores sempre, irás.
Se ficares, me farei novo, minha sede externada é absolutamente dependente do seu corpo, seu corpo matarás a sede, sua alma sustentará meu estômago e essa merda de vida ficará pra trás.
Nada de mentira!

3 comentários:

Anônimo disse...

é.. mas quando agente tenta ser sincera, quando falamos a verdade, a pessoa que mais deveria se importar nunca cre...

beijos

F.B.

Moreninha disse...

Os pássaros azuis te fazem muito bem @@

Mais uma vez,é um prazer poder lê-lo, Téo.

(queria escrever mais um monte de coisas aqui, mas, acho que conheço nossos limites e estou aprendendo a não ultrapassa-los)

Lilian disse...

Téo, coisa linda de ler.

Parabéns!