Sessenta dias e um milhão de parágrafos. Não é amando que se conhece a vida, é vivendo-a. E estar contigo, nestes dois meses, era algo, até pouco tempo, inimaginável pela nossa forma bruta de viver as nossas vidas.
Mas agora, estamos juntos, eu não posso dizer que isso será dito daqui um tempo, mas agora é o que temos, e temos com afinco e apesar de climas duros, ainda estamos e eu creio que permaneceremos porque não é algo que nos foi doado, mas é algo que nos valeu luta, choro, sangue, dor e por fim, prazer. A gente mereceu todos os dias, um a um. No primeiro, o beijo, no segundo o almoço num shopping, nos últimos dois, uma noite de carinho, zz top e uma manhã de amor e declarações, gozos e despedida. Não eterna.
Eu preciso dizer que eu não sei o tamanho dessa coisa toda que sinto, mas se eu puder dizer qualquer coisa, eu te ligo, eu vou aí, se eu descobrir o que sinto, talvez possa ser chato demais. Eu adoro te descobrir em mim todos os dias. E não saber de ti, inteira, em todos eles, porque vai se caracterizando algo a ser descoberto sempre. E eu adoro andar sobre tuas vias vicinais, suas estradas, teus jardins e eu adoro até quando, uma de suas rosas, me despeja um espinho.
São sessenta dias e um milhão de esperanças. Eu espero estar aqui quando você realizar todos os seus desejos, pra te congratular e dizer que são todos merecidos por ti.
São sessenta dias e um milhão de sentimentos. Dois meses e um amor maduro, sessenta batimentos por minuto quando você acalenta meu coração e o dobro disso quando você me faz seu homem. Te amo, e continue-me fazendo. Porque eu lhe entrego todos os outros dias, um por vez, pra vivermos...
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